segunda-feira, 6 de julho de 2009

Vendendo o Peixe

No palco o grupo "A Família". No repertório o Cantando com a Alma. Dia 24 de março de 2007. Clube dos Estudantes em Limeira. Pessoas vindas de todos os cantos da cidade e também da região, além de uma banca que representava Uberaba em mais um show no interior paulista. Não poderiam faltar grandes pessoas, grandes amigos. Pessoas que fazem parte da caminhada. Uns responsáveis pelo grande feito, pela vitória. GOG, Realidade Cruel, Inquérito, Amigos da Cooperifa, amigos de mileanos...Todos juntos para a grande celebração. "A Família" Com Vida. Muita vida, muito amor.

O momento foi eternizado. E no álbum ao vivo a presença de todos. Os depoimentos, as vozes que cantaram junto e marcaram o dia que teve como um dos principais objetivos registrar o grupo em sintonia com o público.

Cantando com a Alma é forte. Castelo de Madeira, Brinquedo Assassino, Muito amor...e por aí¬ vai...tantas estórias vividas nos palcos da vida. Mas além dele, trechos do novo álbum - surpresa para o ano que vem - e também músicas que não foram e nem serão lançadas em outro trabalho. O resultado vem em 13 faixas, incluindo os depoimentos do público presente no evento; e finalizando a obra, a saudação do mestre Tim Maia que traduz os anseios do "A Família". "Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir".

O final do show, o trabalho nas ruas é o começo de uma nova etapa.

Faça download do disco “A Família” - Com Vida ao Vivo

domingo, 5 de julho de 2009

Vitrola? Hein?

Este texto aqui vai mais como incentivo do que como uma indicação. Ouvir uma música não é simplesmente ouvir uma música. A mística que envolve este momento em qualquer parte do dia é de fundamental importância. Não tô dizendo que toda vez que a gente for escutar algum som a gente precise fazer uma reza, dar três pulinhos e uma rodadinha na ponta do pé, mas que é preciso valorizar este momento para estar atento à todos os detalhes... TODOS.

Por isso valorizo uma vitrolinha velha e um bom disco na agulha. Um vinil no sebo: R$ 5,00, uma vitrolinha: R$ 100,00 (junta o troco do pão vai?!), o ruído que sai de um bom e velho disco não tem preço!!

Eu cresci ouvindo vinis. Lá na casa da minha mãe tem vários. NINGUÉM ousa tirar de lá... Aquele acervo foi construído com muita história por mamãe e papai. Sempre fiz a referência de que minha mãe fosse o lado mais MPB, e que meu pai a parte rock n’ roll, não que os dois não se amarrem em tudo que está ali. Lembro que passava tardes inteiras vendo as capas, lendo as letras, tirando e colocando os bolachões na vitrola.

Tenho uma ótima memória dos meus três anos. É sério! Da adolescência não lembro quase nada, por isso tenho a minha amiga Anna Júlia como auxiliar... que sempre me lembra coisas que fizemos. Algumas boas, outras nem tanto. Mas esquece. Enfim, lembro bastante do meu cotidiano de três anos, até mesmo porque não era muita atarefada, não tinha uma vida social super ativa nem nada, mas uma coisa não faltava: Dire Straits!! Ah! E suco de beterraba.

Pois é. E dentre os tantos bons hábitos que, digamos, herdei, tem este de valorizar o vinil. Depois, isso se manifestou pela paixão pelo Hip Hop, pela discotecagem... E quando fotografo, dá pra perceber que admiro muito a arte das pick-ups.

Lembro também que me desfiz dos meus vinis da Xuxa... kkk. Lá no setor comercial sul tinha um cara do lado do trampo que ficava vendendo vinis e eu resolvi fazer a limpa lá em casa e trocar por algumas coisas mais atuais para mim... E hoje, ainda, graças ao meu companheiro, ainda temos uma vitrola para degustar bons sons. E aqui perto de casa também tem vários sebos. A última aquisição foi a trilha sonora do The Who, Tommy. Não melhor que o original do The Who cantando, mas com boas interpretações. Aqui vai um trecho do filme com a Tina Turner cantando Acid Queen. E também, uma das músicas do filme com a versão do próprio grupo, Pinbal Wizard.

E considerando que todas as fábricas de vinis faliram, e que ainda uma resiste, somo ao coro dos amantes dos bolachões incentivando o uso, a propagação e a compra destes objetos tão valiosos. Um vinil por semana!

Ouça vinil! Propague esta idéia!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Matar velhinhas?

Demorei pra caramba para tomar a iniciativa de começar um blog. Sempre achei que não teria assunto, que nem teria tempo para escrever as coisas, mas agora vai. Vai Brasil!

Então, decidi que iria ter este espaço para sugerir. Pois é. Filmes, música, álbuns, viagens, lugares, idéias, enfim. Coisas boas que gostei e indico.

Teria mil idéias para sugerir agora, mas como outro dia passei um bom tempo ouvindo este som, indico este filme. Estranho? Indico o filme e a trilha sonora: Matadores de Velhinhas. Conheço muita gente que não gostou do filme, mas eu A-DO-RO. Os que não gostaram esperavam a tradicional comédia. E o importante é desprender-se de qualquer padrão. O movimento e a velocidade do filme são bem diferentes do que estamos mais habituados. Todo ele causa muito estranhamento. E lidar com isso não é para qualquer um.

O filme, já antigo, de 2004, é produzido e dirigido pelos irmãos Coen, que já têm uma boa lista de filmes em meus favoritos. Mas se você não gosta de nenhum dos filmes deles, nem arrisque.

Com um toque especial dos contos de Edgar Allan Poe, o filme tem o humor sutil, sarcástico, mórbido. Allan Poe, o mestre dos mistérios, uma vez declarou que sua ressaca durava quatro dias. Na verdade, tinha sérios problemas com álcool, e ninguém sabe ao certo o porquê de sua morte. Mas esta é outra história. O personagem de Tom Hanks é fanático pelos contos de Poe, e vive recitando pomposamente alguns versos do autor.

Mas é a improbabilidade do causo que chama a atenção no filme. O absurdo dos fatos, os personagens quase que caricaturais... Genial! E a trilha sonora.... Melhor ainda! Para quem gosta de música black é perfeito. Mas não traduza música black para cantoras e cantores desta nova safra. São músicas gospel. Mas neste caso, não vou falar muito. Ouça aqui uma faixa da trilha sonora original e tire suas conclusões. E AQUI a outra versão, especialmente retirada do filme. Ainda tem boas versões do Nappy Roots, que desta vez, perderam para as originais.

Bem, não vou me alongar muito. O que era uma, virou três indicações. O filme, a trilha e um autor, Edgar Allan Poe.
Ah! E antes de arriscar, assista ao trailer.