segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O 27º ano


Parabéns pra vc...


nesta data querida...


muitas felicidades...


...enquanto isso o jesus não tirava o olho do bolo


muitos anos de vida


toda jeitosa


um beijo doce


a festa é nossaaaaaa


jairo o ladrão de bolo


um pedacinho


a boêmia que domina


Ju e Jairo - os maravilhosos


Nina e Ju - Maravilhosas


Sra Creison


Foco 23 sem foco

O 27º ano


João e Jairo quase gêmeos


O bolo está indo embora


tentando manter a marra


fotografando eu mesmo


cabeças pensantes


Agora é que são elas


este aniversário reuniu as tribos


Elas é que são


o boêmio


o a Karina esta falando?


os donos do espeto (gente nossa)


Os donos da festa


O bolo se foi!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Uma oferenda


Aos ataques
Força.
À dissimulação.
Sinceridade
Aos processos.
Paciência
Aos erros,
Dos outros e meus,
Maturidade.
Ao nervosismo,
Tranquilidade.
Às mentiras,
Trabalho.
Aos espaços,
Serenidade.
Aos falsos,
Verdade.
Aos puxa sacos,
Personalidade.
Aos castelos de areia,
Água.
O passado não se modifica,
O futuro ainda estar por vir.
E deve ser construído no presente.
É o que temos.
Não por acaso,
Se chama assim:
Presente.

ops: Essas são minhas oferendas,
é isso que indico.

sábado, 15 de agosto de 2009

Atchim! - Aconteceu comigo


Mesmo completando quase um mês da fatídica história, não posso deixar de socializar aqui neste espaço o que aconteceu comigo. Na verdade, aproveitando esta deixa, “aconteceu comigo” estará sempre presente neste blog, mesmo que raramente (quando escrevo).

Bem, resolvi, no mês de junho, depois de pensar, pensar, pensar, passar uns dias em Buenos Aires. Não que pra mim seja como ir ALI visitar alguém, mas eu queria muito já conhecer um outro país da América Latina. Este é o terceiro de muitos que virão.... Mesmo que demore anooooos pra ter este tempo ($$). Juntei uma grana, achei uma ótima promoção e fui com alguns trocados. Ah! Não posso deixar de colocar aqui que grande incentivo da viagem foi pela minha mãe, que estaria por lá também alguns dias, pois depois iria para El Calafate, e outras regiões geladas do continente. Estavam ela, minhas duas queridonas tias, e um tio de tabela. Ótimas companhias! Passamos três dias juntos e cê ta ligado que com mamãe e outros tudo fica mais barato: comida, hospedagem, etc... Eles se foram..... Fiquei super triste, mas também não tinha tempo ($$) para descer mais ao sul do país. Fiquei! Cidade linda!

Depois de passar uns apertos, fui para um albergue genial! Conheci pessoas, lugares, música, livros... Um ótimo passeio. Mas vou dizer... Se há algum tempo as praias brasileiras eram consideradas quintais dos argentinos, hoje Buenos Aires é cheio de brasileiros. Quando digo cheio, é cheio mesmo. Teve um feriado aqui e lá lotou! Só havia brasileiros. Era um tal de “tira uma foto da gente por favÔ” no lugar de “saque una foto de nosostras, por favor” que peloamor! Só se ouvia português na rua. Enfim, mas esta é a história da viagem.... Conto num próximo episódio. O que quero contar agora é a volta dela.

Quando voltei foi na semana dos noticiários se darem conta somente da gripe suína. Por uma bela coincidência, resfriei, tossi pra caramba, fiquei mal, me desesperaram. Fui no pronto socorro aqui do bairro achando que eles teriam como identificar a gripe suína. Não acreditava que poderia estar com gripe suína, mas me veio à cabeça o pensamento tipo “Isso nunca vai acontecer comigo”, mas quando acontece, você pensa que pensou aquilo e acha que pode acontecer com você, mesmo que vc pense que não pode acontecer contigo. Enfim, uma idéia louca na cabeça.

Cheguei lá, alguma hora de espera, muitas pessoas. Percebi que o atendimento era feito em cinco segundos. Pensei: Nossa! Bom médico este. Chegou minha vez.
– Nina Fideles.
Entrei. Olhei, ele não olhou, sentei, ele perguntou:
- O que você tem?
- Ah! Dor de cabeça, muita tosse, moleza no corpo. Sintomas de uma gripe normal.
- Hummm. (escrevendo).

Suas unhas estava sujas... Ótimo!Daí pensei que socializando com ele a minha preocupação e meu ato de prevenção ao ir alí, iria facilitar a nossa vida e disse:
- Voltei da Argentina há cinco dias.
– O quê??? E porque não veio aqui antes?? Vc foi trabalhar? Que irresponsabilidade!!
Depois disso não tive tempo de falar mais nada. Ele saiu da sala, me trouxe uma máscara, já portando uma na cara. Disse para eu esperar. tentei perguntar o que fariam. Ele não soube responder.... Me disse para aguardar no consultório dele sem sair. Sem sair!! Um clima de pânico se instaurou no pronto-socorro.

(Heheheh. Que situação! Fico com vontade de rir.)


Comecei a ver várias pessoas passando no corredor, de máscaras, e olhando de relance como se disfarçando para dentro da sala para me ver. Me senti num zoológico. Do outro lado da jaula. Como já estava esperando já há algum tempo fiquei p da vida. Quem passava ouvia de dentro da sala: tem que pagar ingresso, ou algo do tipo. Perdi a linha mesmo. Ninguém dava informação nenhuma. Alguns chegaram a dizer que o médico que havia me atendido já tinha ido embora.... Liguei pro Crônica, que logo chegou. Ele na verdade sabia deste o início que eu não tinha nada. No fundo, no fundo eu também, mas vinha logo aquele sentimento de não pode acontecer comigo e se acontecer vou me lembrar de que em algum momento pensei que poderia e blá blá blá... Queria tirar a prova! Ficamos uma hora e lá vai dentro do consultório. Eu já falando para o corredor que ia espirrar em todo mundo, tossindo pra todo canto. O Crônica, depois de muita insistência, me convence a fugir. A Fuga! Decidimos sair. Simplesmente sair. Liguei para o Hospital Emílio Ribas que na verdade era pra onde iriam me mandar... Aliás, quando eles decidissem fazer alguma coisa. E fomos! Saímos tranquilamente do pronto socorro sem ninguém nos dizer nenhuma palavra. Mas adorei ver todos os atendentes de máscaras lá fora. Achei surreal. Chegando ao Emilio Ribas, muitas pessoas. Lá eu não era mais uma estranha. Todos estavam de máscaras. Me encontrei! Kkk.

Ao longo de três horas de espera, a gente sempre vê muita coisa. Crise de choro, choro real, e cenas engraçadas. De repente me chega uma ambulância com uma moça dentro e uma acompanhante enfermeira. Ambulância particular, convênio... Logo vi que tentariam dar um furo na fila, tentaram, tentaram.... Deram maior banca. Mas não foi desta vez.

Meu nome. Entrei. Mais um médico no dia. Na verdade vários. Foi um entra e sai da sala que continuava sem entender nada. A única coisa que ele fez foi uma pergunta, seguida da minha resposta negativa, e ele me pergunta o que eu estava fazendo ali. Eu e a outra menina que estava comigo. A mesma pergunta, a mesma resposta e a mesma reação. O que vocês estão fazendo aqui?????

Foi a deixa para explodir minha indignação com o despreparo, com a falta de triagem dos prontos socorros, com a falta de informação e que acabava sobrecarregando apenas um ponto de atendimento, com a mídia, com o médico do pronto socorro. Aquele que sumiu. Enfim, fui liberada. Joguei a máscara no lixo depois de umas sete horas com ela na cara.

Bem, aconteceu comigo, mas não espero que aconteça com ninguém. Aliás, se acontecer que o final seja como o meu. Um diagnóstico tranquilo. Ah! E a pergunta do médico foi: você teve febre?? Eu não tinha lido isso em nenhum dos milhares de panfletos e jornais que havia lido. Simplesmente. Se não há febre não se preocupe. Hoje todos devem saber disso, mas confesso que não tinha idéia desta informação de segurança na época.

Ah! O nome do blog é Gostei e Indico, portanto, depois desta coisa toda de gripe suína, vá à Buenos Aires. Hoje ainda está mais barato. Ontem vi uma promoção de 185 reais a ida. Num albergue vc gasta super pouco, conhece pessoas, fica confortável e tem acesso a boas programações. E não deixe de visitar o Boca! Lindo bairro, povo super receptivo. Num próximo episódio eu conto mais....

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Vendendo o Peixe

No palco o grupo "A Família". No repertório o Cantando com a Alma. Dia 24 de março de 2007. Clube dos Estudantes em Limeira. Pessoas vindas de todos os cantos da cidade e também da região, além de uma banca que representava Uberaba em mais um show no interior paulista. Não poderiam faltar grandes pessoas, grandes amigos. Pessoas que fazem parte da caminhada. Uns responsáveis pelo grande feito, pela vitória. GOG, Realidade Cruel, Inquérito, Amigos da Cooperifa, amigos de mileanos...Todos juntos para a grande celebração. "A Família" Com Vida. Muita vida, muito amor.

O momento foi eternizado. E no álbum ao vivo a presença de todos. Os depoimentos, as vozes que cantaram junto e marcaram o dia que teve como um dos principais objetivos registrar o grupo em sintonia com o público.

Cantando com a Alma é forte. Castelo de Madeira, Brinquedo Assassino, Muito amor...e por aí¬ vai...tantas estórias vividas nos palcos da vida. Mas além dele, trechos do novo álbum - surpresa para o ano que vem - e também músicas que não foram e nem serão lançadas em outro trabalho. O resultado vem em 13 faixas, incluindo os depoimentos do público presente no evento; e finalizando a obra, a saudação do mestre Tim Maia que traduz os anseios do "A Família". "Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir".

O final do show, o trabalho nas ruas é o começo de uma nova etapa.

Faça download do disco “A Família” - Com Vida ao Vivo

domingo, 5 de julho de 2009

Vitrola? Hein?

Este texto aqui vai mais como incentivo do que como uma indicação. Ouvir uma música não é simplesmente ouvir uma música. A mística que envolve este momento em qualquer parte do dia é de fundamental importância. Não tô dizendo que toda vez que a gente for escutar algum som a gente precise fazer uma reza, dar três pulinhos e uma rodadinha na ponta do pé, mas que é preciso valorizar este momento para estar atento à todos os detalhes... TODOS.

Por isso valorizo uma vitrolinha velha e um bom disco na agulha. Um vinil no sebo: R$ 5,00, uma vitrolinha: R$ 100,00 (junta o troco do pão vai?!), o ruído que sai de um bom e velho disco não tem preço!!

Eu cresci ouvindo vinis. Lá na casa da minha mãe tem vários. NINGUÉM ousa tirar de lá... Aquele acervo foi construído com muita história por mamãe e papai. Sempre fiz a referência de que minha mãe fosse o lado mais MPB, e que meu pai a parte rock n’ roll, não que os dois não se amarrem em tudo que está ali. Lembro que passava tardes inteiras vendo as capas, lendo as letras, tirando e colocando os bolachões na vitrola.

Tenho uma ótima memória dos meus três anos. É sério! Da adolescência não lembro quase nada, por isso tenho a minha amiga Anna Júlia como auxiliar... que sempre me lembra coisas que fizemos. Algumas boas, outras nem tanto. Mas esquece. Enfim, lembro bastante do meu cotidiano de três anos, até mesmo porque não era muita atarefada, não tinha uma vida social super ativa nem nada, mas uma coisa não faltava: Dire Straits!! Ah! E suco de beterraba.

Pois é. E dentre os tantos bons hábitos que, digamos, herdei, tem este de valorizar o vinil. Depois, isso se manifestou pela paixão pelo Hip Hop, pela discotecagem... E quando fotografo, dá pra perceber que admiro muito a arte das pick-ups.

Lembro também que me desfiz dos meus vinis da Xuxa... kkk. Lá no setor comercial sul tinha um cara do lado do trampo que ficava vendendo vinis e eu resolvi fazer a limpa lá em casa e trocar por algumas coisas mais atuais para mim... E hoje, ainda, graças ao meu companheiro, ainda temos uma vitrola para degustar bons sons. E aqui perto de casa também tem vários sebos. A última aquisição foi a trilha sonora do The Who, Tommy. Não melhor que o original do The Who cantando, mas com boas interpretações. Aqui vai um trecho do filme com a Tina Turner cantando Acid Queen. E também, uma das músicas do filme com a versão do próprio grupo, Pinbal Wizard.

E considerando que todas as fábricas de vinis faliram, e que ainda uma resiste, somo ao coro dos amantes dos bolachões incentivando o uso, a propagação e a compra destes objetos tão valiosos. Um vinil por semana!

Ouça vinil! Propague esta idéia!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Matar velhinhas?

Demorei pra caramba para tomar a iniciativa de começar um blog. Sempre achei que não teria assunto, que nem teria tempo para escrever as coisas, mas agora vai. Vai Brasil!

Então, decidi que iria ter este espaço para sugerir. Pois é. Filmes, música, álbuns, viagens, lugares, idéias, enfim. Coisas boas que gostei e indico.

Teria mil idéias para sugerir agora, mas como outro dia passei um bom tempo ouvindo este som, indico este filme. Estranho? Indico o filme e a trilha sonora: Matadores de Velhinhas. Conheço muita gente que não gostou do filme, mas eu A-DO-RO. Os que não gostaram esperavam a tradicional comédia. E o importante é desprender-se de qualquer padrão. O movimento e a velocidade do filme são bem diferentes do que estamos mais habituados. Todo ele causa muito estranhamento. E lidar com isso não é para qualquer um.

O filme, já antigo, de 2004, é produzido e dirigido pelos irmãos Coen, que já têm uma boa lista de filmes em meus favoritos. Mas se você não gosta de nenhum dos filmes deles, nem arrisque.

Com um toque especial dos contos de Edgar Allan Poe, o filme tem o humor sutil, sarcástico, mórbido. Allan Poe, o mestre dos mistérios, uma vez declarou que sua ressaca durava quatro dias. Na verdade, tinha sérios problemas com álcool, e ninguém sabe ao certo o porquê de sua morte. Mas esta é outra história. O personagem de Tom Hanks é fanático pelos contos de Poe, e vive recitando pomposamente alguns versos do autor.

Mas é a improbabilidade do causo que chama a atenção no filme. O absurdo dos fatos, os personagens quase que caricaturais... Genial! E a trilha sonora.... Melhor ainda! Para quem gosta de música black é perfeito. Mas não traduza música black para cantoras e cantores desta nova safra. São músicas gospel. Mas neste caso, não vou falar muito. Ouça aqui uma faixa da trilha sonora original e tire suas conclusões. E AQUI a outra versão, especialmente retirada do filme. Ainda tem boas versões do Nappy Roots, que desta vez, perderam para as originais.

Bem, não vou me alongar muito. O que era uma, virou três indicações. O filme, a trilha e um autor, Edgar Allan Poe.
Ah! E antes de arriscar, assista ao trailer.