A Revista do Brasil edição 52 teve de interromper sua distribuição e não pode divulgar qualquer de seu conteúdo na página da internet, por meio de uma decisão do TSE. Tal decisão atendeu ao pedido do PSDB... Enquanto isso, a Veja, a Istoé, outras podem tudo. E ainda fingim ser neutras para tentar enganar o povo. Como se prestassem um ótimo serviço à população informando os 'horríveis' atos do PT. No primeiro turno, todas as capas destas revistas estampava a Dilma como a guerrilheira, a que anda armada, para desligitimar sua provável eleição, e tentavam também acabar com a imagem do PT como o Partido do Polvo.... Não posso chamar isso de jornalismo.
Reproduzo aqui parte do artigo do editor da Revista Paulo Donizetti, que mostra o que deveriam fazer os meios de comunicação. Assumir honestamente e com transparência sua preferência de candidato. Sem tentar enganar ninguém.
"A edição 52 da Revista do Brasil trazia, à capa, uma foto da candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), com a chamada "A vez de Dilma: O país está bem perto de seguir mudando para melhor". A publicação explicita em seu editorial a posição favorável à candidatura Dilma, e traz também reportagem analisando circunstâncias da disputa do segundo turno."
Todos sabemos a difícil tarefa de nadar contra a corrente, contra os poderes estabelecidos... Como diz o jornalista Marcos Zibordi, jornalismo é uma guerra. A luta de classe taí, qualquer profissão deve assumir o seu lado...
E mesmo que eles tenham impedido a revista de circular livremente, taí o PDF dela. Ótimo conteúdo, uma ótima reportagem sobre o mundo do trabalho, tema que sempre me interessa, e ainda uma matéria minha sobre os rumos do Hip Hop. Espero que curtam. E se gostarem, espalhem!!!!
Baixe AQUI!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
As muitas rimas do hip hop

Depois de muito tempo escrevendo sobre tantas coisas e acompanhando de perto o rap nacional sem nunca ter feito uma reportagem sobre o assunto, me senti à vontade para escrever tal matéria. Claro que sempre achei esta tarefa muito difícil, ainda mais considerando os tempos de hoje e minhas opiniões, baseadas em minha própria experiência e apreço muito antigo por esta música e este movimento. Penso que como jornalista, meu papel em uma reportagem não é escrever um artigo do que penso ou acredito (isso deixo para depois e posto por aqui mesmo), mas sim tentar abordar de maneira mais ampla possível o atual momento e permitir, ou, quem sabe, instigar uma reflexão, uma análise. Isso é sempre bom!! Obviamente ninguém é neutro ou impessoal. Todas as nossas escolhas se refletem em nosso textos... Qual palavra usar, qual caminho seguir, quem ouvir... E é claro, o resultado é uma matéria minha, não de outra pessoa.
Considero também esta uma tarefa difícil pois são tantos elementos, figuras, momentos, que jamais caberiam em apenas uma reportagem. Teriam que ser umas cinco... Muita coisa ficou de fora, infelizmente, principalmente por ser uma matéria voltada para um meio impresso, que é a Revista do Brasil. Independente de qualquer coisa, amei escrever sobre um assunto que gosto tanto e adoro escrever para a Revista do Brasil.Ouvi pessoas que já conhecia faz tempo e outras que tive a oportunidade de conhecer ao entrevistá-las, mas que já conhecia o trabalho.
O que posso dizer é que continuo acreditando no rap nacional, mas temo por sua memória histórica. Mas isso eu deixo para uma próxima...
Clique na imagem e leia na íntegra.
Sou Fela - Poema de Crônica Mendes
Sou Fela
Sou Fela
Sou Problema
Sou a causa.
A minha cor transcende a pela.
Ta no sangue
Na alma.
Abençoado
Amaldiçoado
Sou Fela.
a minha ira
canalizada.
Não sigo cegamente
Sigo firme e forte
A minha mente
Permanece Fela.
O punho erguido
A cabeça erguida
Sou Fela da...
Pros putos racistas.
Sou Fela Nosso
Sou Fela Vida!
Sou Fela
causa.
Transcende a pele
Sou Fela
Ira.
Sangue, mente.
Sou Fela Nosso
Sou Fela Vida!
por Crônica Mendes
Celebrando o Fela Day Brasil 2010
Clique no nome do Poema e baixe em MP3
Já chegou o livro Pelas Periferias do Brasil vol.4
Ontem na Ação Educativa, aconteceu o lançamento da obra 'Pelas Periferias do Brasil" vol 4. Um grande encontro entre os autores e seus leitores, amigos de sempre e novos amigos. Que novos filhos deste fruto possam nascer.
A periferia está se armando.
Leia!
Crônica Mendes
O insurgente.

Os autores: Abner, Lids, Gerson, Buzo, Vagnão,Elisandra, Luther e Nina Fideles

Os autores e convidados
Obs: Logo mais o livro estará a venda aqui no blog. Aguardem!
A periferia está se armando.
Leia!
Crônica Mendes
O insurgente.
Os autores: Abner, Lids, Gerson, Buzo, Vagnão,Elisandra, Luther e Nina Fideles
Os autores e convidados
Obs: Logo mais o livro estará a venda aqui no blog. Aguardem!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Lançamento do livro Pela Periferias do Brasil Vol. IV
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Um doce, um olhar, um gesto...

“Um Doce Olhar” é o último de uma trilogia de filmes turcos do mesmo diretor. Na língua nativa, o nome original é Mel (Bal, 2010). Doce igual. Assim como os olhares e gestos. Entendi perfeitamente a tradução.
Como qualquer percepção acostumada (e acomodada) aos filmes de Hollywood (e a todos os que seguem a mesma lógica), assistir este filme causa estranhamento. Aquele estranhamento adorável, instigante e que provoca os novos sentimentos e pensamentos. E que incomoda o suficiente para provocar a paz, a naturalidade das coisas.
É o ritmo do filme um dos principais culpados por esta bela sensação. Lento, assim permite que os menores detalhes saltem à tela e nos apresentem os maiores significados. As falas são poucas e de profunda intensidade. O personagem principal (Yussuf) é um garoto de seis anos, gago, mas que aos sussurros estabelece uma relação belíssima com seu pai, um apicultor, que o ouve como ninguém.
A mãe é a representação da figura que se preocupa com o menino, que passa muito tempo sem dizer uma palavra e o pai, aquele que o entende, mas que ao mesmo tempo, o protege da realidade. E s contrastes... A luz e o escuro traçam um perfil emocional do garoto. Dias belíssimos em um cenário grandioso das montanhas ao norte da Turquia. E nas tomadas internas, a melancolia.
E o copo de leite sobre a mesa do café da manhã. A mãe faz questão que o menino tome. O pai, por muito tempo, bebe escondido, a fim de ‘poupá-lo’. E um dia, como se não pudesse mais fugir de sua realidade e dos desafios que a vida o impõe, o garoto vira o copo de leite em segundos e este simples gesto estabelece uma nova relação com sua mãe... e com o mundo. Assim como tantos outros gestos, que vão marcando seus compromissos com as pessoas e com a vida.
Este filme me provocou. Estou há tempos para colocar no papel o que senti, mas o papel não suporta. Portanto, sugiro que assistam.
sábado, 25 de setembro de 2010
Real do Real (FavelaAtitude)
Não são 320 barracos. Não foram 1.200 pessoas atingidas. O incêndio na Favela do Real Parque é mais um dos 58 que ocorreram somente este ano em SP, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Encontraram uma maneira mais eficaz para realizar um despejo. Um crime quase perfeito, sem provas. Sem digitais, sem crachás.
Obviamente, nas noticias veiculadas pela imprensa, nunca se sabe a causa destes incêndios. Os jornais anunciam: “é culpa deste período de seca” ou é “muito entulho, plástico e papelão”. Sempre dizem que “será feito um laudo que estará pronto em cerca de 30 dias”, alguns dias depois, o incêndio e o laudo serão esquecidos pela imprensa. As famílias continuarão sem casas, sem seus pertences. E outros incêndios continuarão ocorrendo, e mais famílias perderão tudo! O próprio Estadão já publicou hoje as ações da Prefeitura: “Após maior incêndio do ano, SP cria comissão”. Sabem pra que? Não é para ajudar as famílias atingidas este ano, ou para especificamente cuidar das famílias atingidas no Real Parque, ou resolver a questão da moradia destas pessoas e de tantas outras, mas para buscar "agilidade e eficácia na prevenção e no combate ao fogo".
Os moradores da Favela do Real resistem há anos. Em 2008, manifestações e negociações marcaram a vida das pessoas. O Jardim Edith, por exemplo, foi extinto para a criação da Ponte Estaiada. E um ano antes, em 11 de dezembro, próximo ao Natal, cerca de 140 barracos da favela do Real Parque foram destruídos em uma ação de reintegração de posse movida pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE).
O m² na região do Morumbi vale muita grana e há anos empreiteiras e prefeitura querem a retirada das famílias de lá. O mesmo quadrado que antes da construção cartão-postal valia US$ 1.500 e que há 30 anos valia US$ 100, custa hoje US$ 4.000, isso com base em dados de 2009. É pobre em área nobre. Isso não combina para eles.
E voltando ao hoje, lembremos destas 320 famílias que ontem perderam suas casas e continuam lá no Real, na realidade do Real... Até quando????
Doações de roupas (para crianças e adultos), cobertores e colchões e alimentos estão sendo recolhidas:
Coletivo Favela Atitude - Rua Paulo Bourroul, 377.
Cris: 7015-1801
Cooperifa - Rua Bartolomeu dos Santos, 797, Chácara Santana.
Assista o vídeo da manifestação de 2007 produzido pelo Favela Atitude.
Obviamente, nas noticias veiculadas pela imprensa, nunca se sabe a causa destes incêndios. Os jornais anunciam: “é culpa deste período de seca” ou é “muito entulho, plástico e papelão”. Sempre dizem que “será feito um laudo que estará pronto em cerca de 30 dias”, alguns dias depois, o incêndio e o laudo serão esquecidos pela imprensa. As famílias continuarão sem casas, sem seus pertences. E outros incêndios continuarão ocorrendo, e mais famílias perderão tudo! O próprio Estadão já publicou hoje as ações da Prefeitura: “Após maior incêndio do ano, SP cria comissão”. Sabem pra que? Não é para ajudar as famílias atingidas este ano, ou para especificamente cuidar das famílias atingidas no Real Parque, ou resolver a questão da moradia destas pessoas e de tantas outras, mas para buscar "agilidade e eficácia na prevenção e no combate ao fogo".
Os moradores da Favela do Real resistem há anos. Em 2008, manifestações e negociações marcaram a vida das pessoas. O Jardim Edith, por exemplo, foi extinto para a criação da Ponte Estaiada. E um ano antes, em 11 de dezembro, próximo ao Natal, cerca de 140 barracos da favela do Real Parque foram destruídos em uma ação de reintegração de posse movida pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE).
O m² na região do Morumbi vale muita grana e há anos empreiteiras e prefeitura querem a retirada das famílias de lá. O mesmo quadrado que antes da construção cartão-postal valia US$ 1.500 e que há 30 anos valia US$ 100, custa hoje US$ 4.000, isso com base em dados de 2009. É pobre em área nobre. Isso não combina para eles.
E voltando ao hoje, lembremos destas 320 famílias que ontem perderam suas casas e continuam lá no Real, na realidade do Real... Até quando????
Doações de roupas (para crianças e adultos), cobertores e colchões e alimentos estão sendo recolhidas:
Coletivo Favela Atitude - Rua Paulo Bourroul, 377.
Cris: 7015-1801
Cooperifa - Rua Bartolomeu dos Santos, 797, Chácara Santana.
Assista o vídeo da manifestação de 2007 produzido pelo Favela Atitude.
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